Cleber Machado

Tudo Sobre o Locutor e Apresentador da Globo e Sportv Cleber Machado.

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Terra Blog

Arquivo de: Setembro 2007, 09

09.09.07

Segunda Parte da Entrevista.

Galera desculpa pela demora...
Vou tentar assistir o jogo do Brasil pra ouvir a voz do Cleber e depois escrever aqui no blog.


UM - O Galvão Bueno sempre narra os jogos da seleção brasileira. O que ele tem que você não tem?

CLÉBER MACHADO - A seleção joga em média uma vez por mês - ou até uma vez a cada dois meses. Mas há outros eventos rolando. Fiz um outro jogo da Copa da Alemanha que deu uns 50 pontos de audiência, uma baita audiência. Fazer jogo do Brasil tem uma repercussão muito maior, claro. Mas tem o seguinte: o Galvão possui uma história construída, está na Rede Globo desde 1981. Eu comecei em 1990. O Galvão é um nome sedimentado. Eu estou construindo o meu. Não tem por que nos comparar. Cada um tem seu estilo.

Existe concorrência ou mesmo rivalidade entre vocês?
Nenhuma, somos amigos. Ele até me dá dicas de como narrar.


Uma hora você deve assumir o posto dele. Está ansioso por isso?
Nem um pouco, na boa. Se um dia ele se aposentar e a chefia da Globo quiser que eu assuma isso, eu faço. Não vou me queixar [ri]. Mas não fico pensando nisso. Cada um tem seu lugar. Enfim, faço a minha parte, o Galvão a dele. Já fiz final de Libertadores - como a última, entre São Paulo e Internacional -, semifinal de futebol da Olimpíada em 1996, em Atlanta, e também um monte de outros jogos


Muita gente reclama do Galvão Bueno, fala que é exagerado e tem um patriotismo radical nas transmissões. Concorda?
Não. A gente conversa, troca idéia. Na Copa da Alemanha, por exemplo, ficamos uma tarde inteira falando sobre carreira - a dele, a minha. Agora essa historia de ele ser exagerado ou não tem um explicação básica. Ele narra os jogos da seleção, nas eliminatórias, Copa América, Copa do Mundo. Ou seja, ele se expõe mais.


É o melhor do país?
É sim. Aliás, um jornal fez, durante a Copa, uma pesquisa sobre a melhor e pior narração da imprensa brasileira. Me contaram que deu 43% para o Galvão como o melhor - e 33% para mim, o que, acho, é uma porcentagem espetacular. A Globo tem uma grande audiência. É até obrigação minha ficar atrás do Galvão. Se tem uma pesquisa e eu consigo ser o segundo da pesquisa, para mim é lindo. Porque tem o Silvio Luiz, Luciano do Valle, todos os caras das tvs fechadas. Muita gente reclama do Galvão. Ele sabe disso. É natural. Ele aparece mais e aí o desgaste é maior mesmo. E outra: se o Brasil ganha, ele vai ser espetacular. Se o Brasil perde, não.


No que ele é bom?
Ele sempre conheceu muito de esporte. E possui uma técnica de chamar o telespectador que é muito interessante. Se você estiver vendo um jogo, sem prestar muito atenção, ele tem a capacidade de fazer você virar e olhar. Isso uma vez ele falou para mim. Porque quando eu comecei na Globo muita gente falava que a minha transmissão era meio fria.


E você achava isso?
Comparando com a do Galvão, sim. Aí ele me disse: "Você precisa ser mais emocional." Aliás, eu ouvi muito isso na Globo. E é curioso que ele mesmo me contou que já ouviu muito isso também. Ele sugeriu que eu valorizasse mais alguns lances de um jogo, para a narração prender a audiência. É verdade. Se você está em casa vendo um espetáculo quer uma transmissão envolvente, emocionante, que mexa, que toque. O Galvão faz isso muito bem.


O que você não gosta de ouvir quando, na sua casa, acompanha uma transmissão?
Acho que o que mais deve chatear o telespectador é quando o narrador sai muito do que está acontecendo no jogo. A bola está rolando e narradores e comentaristas conversam sobre, sei lá, o tempo, sobre o outro jogo de anteontem. Dispersa.


E se o jogo estiver muito entediante?
Aí, você precisa ser capaz de transformar, de dizer por que o jogo está ruim e como ele pode melhorar. Tem o comentarista para ajudar, o repórter em campo que vai tirar um grito que o técnico deu. Se você sair muito do jogo, porque está chato, imagina quem está vendo o jogo. Desliga a TV, troca de canal. Tem que passar informação. Por isso que só gostando mesmo de esporte para narrar. Precisa acompanhar mesmo. Sempre


Sua mulher não reclama de você ter de trabalhar até quando está de folga?
A minha mulher é jornalista. Então já sabe como é o meu trabalho. Mas ela não é de ficar vendo programa de futebol. Ela gosta, mas não é fanática.


E reclama de você ser?
Não, normal. Dá para ter um tempo com ela e minha família. De manhã, tenho pouca coisa para fazer profissionalmente. Levo minha filha na escola e vou para a emissora à tarde, para fazer o programa #Arena#, na SporTv. Se fico em casa, acompanho até Taça Davis de tênis. Procuro ficar bem informado.


Beijos e Saudações Alvinegras!!!
Jéssica Nayara.

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  • Postado em 17:06:50